24 de agosto de 2021

Boas Práticas para a Gestão da Mudança

Adriana Garcia
Adriana Garcia

24 de agosto de 2021 · 4 min de leitura

A Gestão de Mudança é uma metodologia em que se resume em preparar os colaboradores e gestores de uma empresa para uma mudança, de forma que a transição e adaptação seja menos brusca e intensa na organização.

A Gestão de Mudanças pode ser definida como a aplicação de um processo estruturado e de um conjunto de ferramentas para liderar o lado humano da mudança para atingir um resultado de negócio desejado

A série Boas Práticas 345 tem por objetivo tratar sobre temas importantes do ambiente corporativo de uma forma mais leve.

Os conteúdos seguirão sempre a mesma estrutura, trazendo três pontos introdutórios ao tema, quatro erros comuns e cinco boas práticas de mercado.

Além do artigo que você pode conferir ao longo deste post, também gravamos um vídeo falando sobre o tema.

3 PONTOS INTRODUTÓRIOS AO TEMA:

1º ponto: o sucesso de um projeto é alcançado quando se atinge o objetivo estratégico traçado. Esse objetivo visa mudanças, transformações e elas somente são possíveis quando os stakeholders envolvidos estão comprometidos e dispostos a mudar.

Uma empresa pode implementar as tecnologias mais avançadas para otimização de processos, mas se as pessoas não utilizarem os recursos disponíveis corretamente, não se atingirá os resultados esperados.

2º ponto: é fundamental que a variável “pessoas” e toda sua essência seja tratada com importância, do início ao fim de um projeto, de forma a proporcionar boa adaptação dos stakeholders a uma nova forma de trabalhar - falamos aqui da gestão da mudança.

Gerir a mudança consiste em promover o engajamento, sanar e minimizar resistências que o “novo” tende a despertar na equipe.

3º ponto: sentimentos e emoções são naturais e peculiares a cada ser humano e influenciam diretamente no desempenho de atividades que compõem a lógica de um processo, logo, estão diretamente ligados aos resultados. 

Pessoas são diferentes, possuem comportamentos e lidam com seu emocional de forma distinta uns dos outros. Uma mudança pode ser encarada como uma ameaça. A partir daí, se compreende a importância de uma condução de projeto eficiente e especializada, para trabalhar com diversos perfis e produzir uma melhor aceitação da transformação.

4 ERROS COMUNS NA HORA DA GESTÃO DA MUDANÇA:

1º erro comum: ausência de patrocínio. Sem um patrocínio forte, vindo da alta gestão, as ações para mudança perdem força e comprometimento dos stakeholders. O patrocinador deve se manter presente durante todo o ciclo do projeto para que as ações ganhem força e sejam efetivas.

2º erro comum: não criar senso de urgência. Um projeto iniciado sem senso de urgência, contribui para que as pessoas não se esforcem o suficiente para deixar o seu status quo que muitas vezes é visto como confortável e seguro. 

3º erro comum: iniciar o projeto de forma desestruturada. A mudança desperta um sentimento de apreensão nas pessoas. Iniciá-lo sem uma coalização administrativa forte e que acredita no projeto, pode pôr em risco a evolução dessa transformação.  Uma coalização fraca tende a proporcionar boicotes e resistências.

4º erro comum: comunicação ineficaz.  Não comunicar o passo a passo do projeto desde o início (objetivos, prazos, necessidade, importância), riscos e sua evolução, proporciona abertura para fofocas, medos e consequentemente resistências. O bate-papo no café é capaz de gerar aborrecimentos desnecessários quando a comunicação não é eficaz.

5 BOAS PRÁTICAS PARA GESTÃO DA MUDANÇA:

1ª boa prática: ter um objetivo bem definido. O objetivo estratégico é o guia do projeto e sua definição deve ser clara e bem elaborada. Os resultados a se atingir devem estar explícitos de forma sucinta.

2ª boa prática: liderança e definição de stakeholders. O projeto deve ter liderança efetiva a fim de acompanhar a execução das atividades e avanço das etapas, identificar riscos e tomar decisões, sempre considerando os elementos humanos na mudança. Defina líderes e stakeholders, pois o envolvimento dos stakeholders diretos e indiretos possibilita a sensação de pertencimento ao projeto, favorecendo o engajamento.

3ª boa prática: comunicação clara e constante: manter os envolvidos informados sobre todos os passos, definições, evolução e riscos da mudança minimiza resistências. Tenha um bom plano de comunicação.

4ª boa prática: empatia. Escutar a equipe de forma empática, pode trazer à tona, riscos não observados e ideias benéficas ao projeto. Lembre-se que não sabemos tudo, e mais cabeças pensam mais que uma. Esteja aberto a escutar.

5ª boa prática: comemoração de pequenas vitórias. Comemorar os pequenos progressos produz motivação para seguir em frente. O sentimento de estar na direção certa, desperta entusiasmo pelos trabalhos. Comemore os ganhos de curto prazo!

No mundo atual, as mudanças são rápidas e constantes e requerem que as organizações mudem, se atualizem, reciclem-se para se manterem competitivas. Para tanto, a gestão da mudança torna-se cada vez mais necessária.

Entender o ser humano, seus limites e potenciais, assim como o cuidado com a clareza de informações, envolvimento da equipe nos trabalhos e boa comunicação, são componentes para que a mudança salutar e bem-sucedida aconteça.

O engajamento torna-se um risco, a ser administrado durante todo o ciclo de um projeto, lembrando que o patrocínio da alta gestão é fundamental.

Espero ter ajudado com estas dicas.

Ficou com alguma dúvida? Gostaria de saber mais sobre o tema? Preencha o formulário abaixo para falar com um de nossos Especialistas!